Ana Gomes

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    Ana Gomes

    Ana Teresa Gomes da Silva, nasceu e passou a sua meninice em Avintes, entre a casa dos pais e a de uns tios e primos (contava-lhe uma das tias que os filhos, quando voltavam do emprego, preferiam encontrá-la em casa, para com ela brincarem, do que terem o jantar pronto!). Fez o ensino primário e, de menina, fez-se jovem e adulta: terminou o liceu e mais tarde o Magistério Primário.

    Com uma personalidade séria e forte, não gostava de grandes aventuras que afinal, mais tarde, acabariam por ir ter com ela. No final do curso, foi convidada para dar aulas no Colégio Lúmen; seguiram-se a extinta Telescola e a Primária. Desde nova que a sua vocação tinha sido traçada, tendo para isso contribuído, e muito, a forma carinhosa, dedicada, exigente, mas compreensiva, da sua professora do ensino primário, D. Joaquina. Mais tarde, replicaria esses mesmos valores e sentimentos na sua profissão e para com os seus alunos.

    Iniciou ainda outros estudos, como, por exemplo, Francês, Jornalismo e Estudos Portugueses com a variante Francês. Sempre gostou muito de ler e, em todas as escolas onde trabalhou, criou uma biblioteca de turma dinamizando o espaço semanalmente com diferentes actividades e objectivos.

    Invadida pelo «bichinho» da escrita, registava, desde cedo, as emoções, as experiências e os acontecimentos vividos em forma de poemas, que mantinha, no entanto, em segredo. Bem mais tarde, acabariam por ser publicados alguns textos em revistas de colectividades de Avintes, como a do Clube Recreativo Avintense, «O Caminho Novo», em jornais, como o de «Notícias», «Abientes», da União Académica de Avintes, e «Notícias de Avintes», e nas revistas «Sábado» e «Magazine» — sobretudo artigos de opinião. Enquanto professora, escreveu para e com os seus alunos textos poéticos que eram cantados no Natal ou celebravam as estações do ano, dias da mãe e do pai, da criança e da árvore.

    Surgem agora — sem muito pensar e sob a forma de contos — estas novas histórias que vêm confirmar a sua motivação para a escrita que, inevitavelmente, se tornou no seu «bichinho rabiador».

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