Início Conto A Urna da Carrasca

A Urna da Carrasca

14.00 

Descrição

Trata-se de uma autobiografia com recurso a marcas na memória. Por isso, ora recorre o autor a um narrador, ora assume a narrativa na primeira pessoa. De tão enternecidas algumas: trazem de envolta as doenças e as curas; honradas promessas a Nossa Senhora de Fátima; exames na Escola Primária e na Faculdade; atribulações e deveres de um Oficial de Dia no serviço militar. Remontam outras à gastronomia local, feita de pouco para saber a muito, tais as papas de rolão com bacalhau; tal como estava predestinado o autor a coordenar as publicações sobre «Alimentação Saudável» e a nova Roda dos Alimentos na esfera da Defesa do Consumidor. Da Natureza, a atenção de quem a vive e observa: os passeios pelos bosques, fartos viveiros de vegetação, os pinheiros e carvalhos devidamente observados pelo autor que confessa «depois de reformado faz-se agricultor»; a procissão das lagartas dos pinheiros, que fazem lembrar as carruagens do «intercidades» em Vila Franca das Naves. Dos incidentes e acidentes, sofridas aventuras, tal a do naufrágio que ia sendo fatal. Do viajante e dos amores: um roteiro turístico e de viagens, com ênfase para um carro com o fôlego todo; pelo caminho, os «namoros», já sem fôlego, inconsequentes nas páginas do Destino. No epílogo, não falta um militar da guarda republicana sem as botas, um comprador que pagou pela inocência de um furto que não cometeu e um estulto patusco que se pelava por fazer figas à lei e à ordem.